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quinta-feira, 7 de junho de 2012

abafado

O asfalto quente
se renda à chuva noturna
Quantos sonhos se perdem
numa noite nebulosa
em que podemos nos ver
refletidos em cada gota
de uma chuva passageira?

Eu me rendo à chuva
me rendo ao meu corpo
e aceito meu destino tolo
de correr em todas as chuvas
e me molhar
me seca
correr
só olhar
Correr
          morrer

              Somente em dias de sol


sol
queima
morte
quente demais

Minhas medidas
continuam neutras
É luz demais
para meus olhos de criança

Um comentário:

  1. bom assim. o blog. não o tempo.
    mas sim o poema. o poema sim, está muito bem. (sim, bem, ou bom, se preferir)

    um doce beijo, meu jovem João

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.