Quando o sol cai
eu te vejo, melancólica
sentada nas pequenas pedras
que adentram no mar verde
olhando para o mar
Caçando o brilho das estrelas
no reflexo das gotas d'água
E eu com um só
dos tantos pequenos grãos de areia
Construo uma grande ponte
entre mim e você
Ponte, poente
Eu me vejo com você
Ponte , Ponte
Dos meus olhos para os seus
Não tenha medo
Quando ver meu corpo caindo
Nadando sem forças na água
Pois nós vamos brincar, nós vamos
nós vamos dançar, na água escura
em meio as bolhas
dos peixes ofegantes
Não tenha medo
quando ficar sozinha
Pois num futuro próximo
nós seremos um
talvez um pequeno grão de areia
que voa com o vento
que voa como eu
Eu,
que mesmo caindo
guardo as últimas palavras
para o teu pequeno ouvido
Não chores
quando suicidar-me
na ponte que eu mesmo construí
Venha e voe comigo
para juntos morrermos
de mãos seladas e sorrindo
Numa tarde de sol poente
Nas águas, que correm frias
sob as luzes da ponte
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Nina III (ou Emaranhado)
E Nina o abraçava forte
como se o mundo fosse desabar
e ele se perdia no perfume
daquele mundo tão doce
"O suicídio seria doce
se fosse do abismo dela"
E sob a vigilância das estrelas
um emaranhado de cabelos
de sorrisos e de respirações
se perdia no meio da multidão
As pessoas caminhavam em câmera lenta
sob o foco de uma lente fosca
enquanto o tempo se derretia
nas artérias do pescoço dela
E Nina falecia docemente
no abraço daquele idiota
e renascia resplandescente
na frieza de um suspiro
As veias pulsavam na boca dele
e ele gravava no colo dela
as marcas de um poema
em que o mundo desabava
e Nina o abraçava firme
naquele mundo que foi ao chão
como se o mundo fosse desabar
e ele se perdia no perfume
daquele mundo tão doce
"O suicídio seria doce
se fosse do abismo dela"
E sob a vigilância das estrelas
um emaranhado de cabelos
de sorrisos e de respirações
se perdia no meio da multidão
As pessoas caminhavam em câmera lenta
sob o foco de uma lente fosca
enquanto o tempo se derretia
nas artérias do pescoço dela
E Nina falecia docemente
no abraço daquele idiota
e renascia resplandescente
na frieza de um suspiro
As veias pulsavam na boca dele
e ele gravava no colo dela
as marcas de um poema
em que o mundo desabava
e Nina o abraçava firme
naquele mundo que foi ao chão
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Nina II
Minhas mãos são sedentas
pelas formas aconchegantes
das curvas de tua cintura
minhas córneas sedentas
por tua ingênua ternura
Nina
Sinto o contorno de teus lábios
caminhando por meu rosto
Nina, faz tua trilha
por entre meus bosques
deixa teu rastro sem cor
sinta o pulsar das artérias
que se bifurcam em meu pescoço
e eu sinto o contorno de tua ternura
envolto no aconchego de tua cintura
Nina
Admiro tua melancolia silenciosa
Nina
Dance
com ou sem mim
Dance
com a solidão
Nina
as noites de insônia que carrego
são as que mais sonho contigo
Esses cadernos escritos que te trago
São dos dias que mais sonho contigo
essas palavras são a parte de você
que eu consigo trazer comigo
E eu leio-te todas as noites
para que não morras nunca
eu recito-te todas as manhãs
eu canto-te junto com os pardais
que acompanham a melodia
a doce melodia que és
Nina,
Como queria ser teu vizinho
pra ouvir tu cantar no banho
como queria morar em tua rua
e ir comprar o pão contigo
Nina
não deixe nunca de sorrir
pois sou parte do teu riso
e morro a cada lágrima
Eu sou a solidão,
Nina
e eu te amo
um
pouco
só
um
pouco (mentira)
Posso
te chamar
de Nina?
pelas formas aconchegantes
das curvas de tua cintura
minhas córneas sedentas
por tua ingênua ternura
Nina
Sinto o contorno de teus lábios
caminhando por meu rosto
Nina, faz tua trilha
por entre meus bosques
deixa teu rastro sem cor
sinta o pulsar das artérias
que se bifurcam em meu pescoço
e eu sinto o contorno de tua ternura
envolto no aconchego de tua cintura
Nina
Admiro tua melancolia silenciosa
Nina
Dance
com ou sem mim
Dance
com a solidão
Nina
as noites de insônia que carrego
são as que mais sonho contigo
Esses cadernos escritos que te trago
São dos dias que mais sonho contigo
essas palavras são a parte de você
que eu consigo trazer comigo
E eu leio-te todas as noites
para que não morras nunca
eu recito-te todas as manhãs
eu canto-te junto com os pardais
que acompanham a melodia
a doce melodia que és
Nina,
Como queria ser teu vizinho
pra ouvir tu cantar no banho
como queria morar em tua rua
e ir comprar o pão contigo
Nina
não deixe nunca de sorrir
pois sou parte do teu riso
e morro a cada lágrima
Eu sou a solidão,
Nina
e eu te amo
um
pouco
só
um
pouco (mentira)
Posso
te chamar
de Nina?
sábado, 3 de setembro de 2011
Nina
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Um Soneto de Amor
Que seja infinito
o teu riso mais puro
o meu beijo mais escuro
o soneto mais bonito
Que seja eterno
o sol de todo verão
As folhas que ainda cairão
As chuvas de nosso inverno
As flores de todas as primaveras
És tu as minhas ciências
todas minhas canções
Que nossas vidas sejam eternas
nesse mundo de reticências
somos duas interrogações
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Menina
Essa revolução que me consome
meus lábios e meus pensamentos
Saudades dos tempos de ontem?
Revolução nesses últimos tempos
Nostalgia dos segundos passados
dos bancos do ponto de ônibus
Bons esses tempos entrecortados
saudades do ponto de ônibus
Será que virão outros terminais?
Estarás conversando comigo?
Nas semanas, os chatos finais
Só sobram os dias de domingo
Porque me chamas assim?
Sempre estarei por perto
Porque me chamas assim?
Sou casa, és teto
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Que flor?
Pedes o que não quero
momentos perfeitos
em certa velocidade
nas memórias são eternos
Falas, rostos e risos
gravados nos cadernos
que posso eu fazer
se estes são momentos eternos?
Teu perfume ainda está
na minha pele, teu corpo
Entre meus e teus cabelos
está pintado nosso rosto
Sentistes meu coração
e ainda o tem nas mãos
Eu te tenho somente em gosto
e na lembrança, a minha em tua mão
Este amor caminha
de pés descalços em caminho de barro
E eu ando no mesmo caminho
e com ele , casualmente, esbarro
Morena, teu riso está comigo
meu porto, relicário deste romance
Me diz que posso fazer
se são eternos estes relances?
Uma Flor só é pouco pra ti
és jardim, és floresta, mundo e és rio
porque gastas teus risos
com poemas de um homem tão frio?
És toda luz que me entra
nessas ruínas em que me perdi
meus lábios sibilando
a frase que tanto repeti
Que flor?
que flor será esta?
Me diz flor
Pois agora perdi-me em tuas pétalas
sábado, 30 de julho de 2011
Ameixas Podres
As ameixas apodrecem
ali num canto desta sala
e meu canto meio azedo
é para o cheiro que a ameixa exala
Cavando meu túmulo
e comendo umas ameixas podres
canto para as minhas esquinas
e para os relutantes que ainda me ouvem
Sou madeira de piano
sou vinho e sou escritor (?)
sentado em meu versos
como uma ameixa já sem cor
Talho minha lápide
e calejo um pouco meus dedos
beijo os lábios da moça
seu cheiro e seus arremedos
Um abajur aceso na madrugada
cortando a escuridão como navalha
um grito surdo fura o silêncio feito punhal
uma prece desesperada, de uma voz já falha
Bardo que insiste nas mesmas histórias
que não se cansa dos belos prazeres
da primeira vez em que se viu
transbordando os limites da glória
Um nobre homem marginal
na estrada de barro e de ferro
procura um um divisa
entre a lucidez e insanidade mental
entre a luz do céu e a luz do inferno
Estou entre os escombros
Eu sou grande parte estas ruínas
Eu, minhas ameixas podres
e o gosto que ainda me fascina
Porém
numa dessas noites de tristezas
Entre as ameixas podres
desabrocha uma tímida flor
que se alastra pelos escombros
coagulando sangramentos
acabando com qualquer dor
Essa flor é você menina
Dona dos meus poemas
a Senhora do meu amor
Obrigado você, que me dá inspiração, que me faz acordar feliz, que me dá os risos bobos quando eu menos (?) preciso. Você que eu adoro escutar, mesmo quando em silêncio. Meu primeiro e meu último desejo do dia (mesmo que deseje só tua presença).Te amo.
ali num canto desta sala
e meu canto meio azedo
é para o cheiro que a ameixa exala
Cavando meu túmulo
e comendo umas ameixas podres
canto para as minhas esquinas
e para os relutantes que ainda me ouvem
Sou madeira de piano
sou vinho e sou escritor (?)
sentado em meu versos
como uma ameixa já sem cor
Talho minha lápide
e calejo um pouco meus dedos
beijo os lábios da moça
seu cheiro e seus arremedos
Um abajur aceso na madrugada
cortando a escuridão como navalha
um grito surdo fura o silêncio feito punhal
uma prece desesperada, de uma voz já falha
Bardo que insiste nas mesmas histórias
que não se cansa dos belos prazeres
da primeira vez em que se viu
transbordando os limites da glória
Um nobre homem marginal
na estrada de barro e de ferro
procura um um divisa
entre a lucidez e insanidade mental
entre a luz do céu e a luz do inferno
Estou entre os escombros
Eu sou grande parte estas ruínas
Eu, minhas ameixas podres
e o gosto que ainda me fascina
Porém
numa dessas noites de tristezas
Entre as ameixas podres
desabrocha uma tímida flor
que se alastra pelos escombros
coagulando sangramentos
acabando com qualquer dor
Essa flor é você menina
Dona dos meus poemas
a Senhora do meu amor
Obrigado você, que me dá inspiração, que me faz acordar feliz, que me dá os risos bobos quando eu menos (?) preciso. Você que eu adoro escutar, mesmo quando em silêncio. Meu primeiro e meu último desejo do dia (mesmo que deseje só tua presença).Te amo.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Versos Desbotados
No quarto aceso
embaixo de todos os lençóis
tento lembrar do teu rosto
tuas palavras e teus sorrisos
Na paredes vejo teu nome
gravado ao lado do meu
Nas estantes vejo nosso amor
nas cem páginas de Neruda
onde cada soneto parece ter teu nome
Repeti teu nome tantas vezes
sob a luz, colada no teto
Nos quadros da parede
tenho nosso amor pintado,
desde rabisco à lápis
até minhas tintas escarlates
Tenho também nosso amor gravado
nas cordas do meu violão
com minha voz desafinada
e meus dedos machucados
Estas paredes desbotadas
exalam nosso amor
essa luz sob o poema
colada no teto
é o seu amor
As portas do armário
lembram-me teu amor
não sei porque
Minha TV repete a mesma cena
o mesmo rosto de bochechas coradas
envergonhado, sorrindo timidamente
o mesmo sorriso que me seduziu
E a cena mais uma vez se repete
em preto e branco , seus olhos
Teu amor está em cada tijolo
no reboco e na pintura
em cada teia de aranha
Teu amor está em mim
e eu não posso negar
Teu amor é aqui
esperando você chegar
(os versos desbotam)
embaixo de todos os lençóis
tento lembrar do teu rosto
tuas palavras e teus sorrisos
Na paredes vejo teu nome
gravado ao lado do meu
Nas estantes vejo nosso amor
nas cem páginas de Neruda
onde cada soneto parece ter teu nome
Repeti teu nome tantas vezes
sob a luz, colada no teto
Nos quadros da parede
tenho nosso amor pintado,
desde rabisco à lápis
até minhas tintas escarlates
Tenho também nosso amor gravado
nas cordas do meu violão
com minha voz desafinada
e meus dedos machucados
Estas paredes desbotadas
exalam nosso amor
essa luz sob o poema
colada no teto
é o seu amor
As portas do armário
lembram-me teu amor
não sei porque
Minha TV repete a mesma cena
o mesmo rosto de bochechas coradas
envergonhado, sorrindo timidamente
o mesmo sorriso que me seduziu
E a cena mais uma vez se repete
em preto e branco , seus olhos
Teu amor está em cada tijolo
no reboco e na pintura
em cada teia de aranha
Teu amor está em mim
e eu não posso negar
Teu amor é aqui
esperando você chegar
(os versos desbotam)
domingo, 24 de julho de 2011
Saudade
De onde vem a saudade?
Minha valsa sozinha
com as mãos na cintura
das gotas da chuva
Cadê os teus cabelos?
que eu quero me esconder
sem razões pra chorar
meu coração quer te conhecer
minha saudade é melodia
que grita nas brechas
das lembranças dos teus quadris
Cadê a saudade?
nos brilhos das estrelas
estavam as mechas
nas noites de lua
estavam os olhos
mas a saudade, cadê?
Do que é feita a saudade?
Sob o brilho da memória
os teus lábios reluzem
e teu corpo dança
uma valsa torta
que eu compus pra ti
Sob o brilho do amor
meus dedos balançam
gravando estes versos
num tronco qualquer
de uma árvore caída
de raízes seguras
nas saudades desta valsa
Minha valsa sozinha
com as mãos na cintura
das gotas da chuva
Cadê os teus cabelos?
que eu quero me esconder
sem razões pra chorar
meu coração quer te conhecer
minha saudade é melodia
que grita nas brechas
das lembranças dos teus quadris
Cadê a saudade?
nos brilhos das estrelas
estavam as mechas
nas noites de lua
estavam os olhos
mas a saudade, cadê?
Do que é feita a saudade?
Sob o brilho da memória
os teus lábios reluzem
e teu corpo dança
uma valsa torta
que eu compus pra ti
Sob o brilho do amor
meus dedos balançam
gravando estes versos
num tronco qualquer
de uma árvore caída
de raízes seguras
nas saudades desta valsa
sábado, 2 de julho de 2011
cachos do amor da morena
Apesar de já morto
tu me matas a cada novo dia
sem cais , nem porto
me agarro na amiga melancolia
Nas amarguras do céu e do mar
perco-me até encontrar um lar
Sentado, sem cadeira
olhar triste, no vento
perdido e esquecido no tempo
nas angústias das saudades pequenas
dos cachos do amor da morena
à Sofia
tu me matas a cada novo dia
sem cais , nem porto
me agarro na amiga melancolia
Nas amarguras do céu e do mar
perco-me até encontrar um lar
Sentado, sem cadeira
olhar triste, no vento
perdido e esquecido no tempo
nas angústias das saudades pequenas
dos cachos do amor da morena
à Sofia
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mazzo Di Fiori
Um belo bouquet de rosas
pra sarar o que chamam de dor
pra salvar nossas histórias
os beijos do nosso amor
De tantos perdões é que o amor se faz
se desfaz, e novamente, se refaz
Com abraços amorosos na madrugada
nas lembranças das noites já passadas
Num tango de tristezas
o amor vai renascendo
e no fim a gente se beija
e assim se passa o tempo
Dormimos brigados, de costas
amanhecemos emaranhados
teu sorriso fica à mostra
e eu mostro o meu amarelado
São destas histórias engraçadas
que se fazem os poemas
destas noites mal sonhadas
tão cheias de problemas
de onde se acorda com sorriso no rosto
de onde do dia nasce o oposto
As histórias
de amor e de prazer
começam na amargura
e terminam na ternura
das rosas murchas de um bouquet
pra sarar o que chamam de dor
pra salvar nossas histórias
os beijos do nosso amor
De tantos perdões é que o amor se faz
se desfaz, e novamente, se refaz
Com abraços amorosos na madrugada
nas lembranças das noites já passadas
Num tango de tristezas
o amor vai renascendo
e no fim a gente se beija
e assim se passa o tempo
Dormimos brigados, de costas
amanhecemos emaranhados
teu sorriso fica à mostra
e eu mostro o meu amarelado
São destas histórias engraçadas
que se fazem os poemas
destas noites mal sonhadas
tão cheias de problemas
de onde se acorda com sorriso no rosto
de onde do dia nasce o oposto
As histórias
de amor e de prazer
começam na amargura
e terminam na ternura
das rosas murchas de um bouquet
sábado, 16 de abril de 2011
Tuas ilhas
De uma bússola preciso
pois em ti estou perdido
preciso de localização
pra achar um saída
no labirinto do teu coração
Perdi-me
pois caminhei sem trilhas
por entre tuas ilhas
Já que não consigo me achar
porque não vens me encontrar?
colocarei esses versos
numa garrafa de vidro
se achar eu te peço
vem logo me buscar
pois em ti estou perdido
quarta-feira, 13 de abril de 2011
ardendo em brasa
Cego
não vejo-me
não vejo-me
só vejo tu
pois és iluminada
pelo lampião
em minhas mãos
ardendo em brasa
iluminando a casa
Cego
Não vejo-me
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Estrela
fora de ti
não sei que caminhos seguiria
pois tu és meu farol
Minha estrela guia
caída da noite escura
de uma palidez tão pura
de um brilho tão pacificador
de um coração tão cheio de amor
Meu brilho fosco
amor louco
Dona de minhas idéias
não sei que caminhos seguiria
pois tu és meu farol
Minha estrela guia
caída da noite escura
de uma palidez tão pura
de um brilho tão pacificador
de um coração tão cheio de amor
Meu brilho fosco
amor louco
Dona de minhas idéias
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caiçaras oscilantes
meu povo, queimado de sol que só ele, unifica os grãos de areia, que perdidos pelo mundo vagueiam sob o vento em novas praias. praias do li...


