As paredes que eu mesmo pintei
estão manchadas
por manchas que eu mesmo manchei
Foi como no tempo do deserto
andei, andei e andei
mas o deserto continua até hoje
A maioria pontes que eu construí
foram em bases fracas
e hoje elas só aguentam suicidas
e nada mais
Gosto muito da nostalgia
mas não vivi muito
quando eu morrer
talvez isso faça mais sentido
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domingo, 13 de novembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
O pó e o vento
Desértico
Assim me vejo
e não pretendo mudar
assim me sinto
Desértico
Seco, quente
assim me vejo
Vermelho e intenso
Desértico e silencioso
Ferido, fogo
Solitário e caviloso
Desértico
para todos
para mim
Sou o maior de todos
Assim como o menor
Mas desértico
Sou o pó e o vento
O calor e o cemitério
Sou deserto
e nada mais
Onde estão os oásis?
Onde está o amor?
Nas pegadas deste deserto?
As miragens deste deserto
são desertos
Sou deserto
e nada mais
Deserto
Assim me vejo
e não pretendo mudar
assim me sinto
Desértico
Seco, quente
assim me vejo
Vermelho e intenso
Desértico e silencioso
Ferido, fogo
Solitário e caviloso
Desértico
para todos
para mim
Sou o maior de todos
Assim como o menor
Mas desértico
Sou o pó e o vento
O calor e o cemitério
Sou deserto
e nada mais
Onde estão os oásis?
Onde está o amor?
Nas pegadas deste deserto?
As miragens deste deserto
são desertos
Sou deserto
e nada mais
Deserto
terça-feira, 19 de abril de 2011
Melancolia do primeiro
e essa melancolia?
Entra
quebrando a porta
Toda ela
Vem e não volta
agarra-me e não solta
Como brisa que entra pela janela
entra sem licença
Não sinto sua presença
Estou afundado num rio de lágrimas
Choradas pelo meu coração
E essa vontade?
de não ter certeza
Não sinto-me
Não sobrou-me
nem me resta
os doces de fim de festa
ou
a epidemia que se infesta
Me diz, o que é isto?
que eu tanto insisto
em chamar de amor
Mas a segunda não colabora
Nem minutos
nem horas
E este semblante
pensativo
num ser
tão negativo
que não tem nem o seu positivo
Me diz
algo que me faça contente
Além, é claro, de tua
humilde beleza
que me leva toda tristeza
Me diz, quem é
este ser que chora
pela segunda
que foi nada afora
já não sou eu
que me encontro nesse breu
Perdido na escuridão
à procurar
um doce coração
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