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terça-feira, 26 de julho de 2011

Versos Desbotados

No quarto aceso
embaixo de todos os lençóis
tento lembrar do teu rosto
tuas palavras e teus sorrisos
Na paredes vejo teu nome
gravado ao lado do meu
Nas estantes vejo nosso amor
nas cem páginas de Neruda
onde cada soneto parece ter teu nome

Repeti teu nome tantas vezes
sob a luz, colada no teto
Nos quadros da parede
tenho nosso amor pintado,
desde rabisco à lápis
até minhas tintas escarlates

Tenho também nosso amor gravado
nas cordas do meu violão
com minha voz desafinada
e meus dedos machucados

Estas paredes desbotadas
exalam nosso amor
essa luz sob o poema
colada no teto
é o seu amor
As portas do armário
lembram-me teu amor
não sei porque

Minha TV repete a mesma cena
o mesmo rosto de bochechas coradas
envergonhado, sorrindo timidamente
o mesmo sorriso que me seduziu
E a cena mais uma vez se repete
em preto e branco , seus olhos

Teu amor está em cada tijolo
no reboco e na pintura
em cada teia de aranha

Teu amor está em mim
e eu não posso negar
Teu amor é aqui
esperando você chegar

           (os versos desbotam)

2 comentários:

  1. Gostei muito do seu blog, parabéns pelos post. Passa no meu?

    www.blogtatudodominado.com

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  2. Que lindo.
    Gostei bastante.

    Parabéns.

    Abraços
    Acácio Neto
    www.acacioneto.com.br

    ResponderExcluir

Ninguém é autossuficiente de pensamento.