e de dentro do meu universo
estático, observo a expansão
que não tem assinaturas,
cabelos, sejam curtos ou longos,
não tem paciência também.
toda a camada instável de nós,
boiando no infinito decante
dos outros e dos outros
dos outros. parece que
também não somos nós.
os botões dos dispositivos estão conectados
com partes de outros seres,
que repetem palavras
como se a calçada fosse a paz.
mas a calaçada só observa as quedas,
os chicletes em que pisamos e a chuva,
que cai como se soubesse que há sentido.
talvez, no meio de toda essa sabedoria
que não possuímos, quem sabe de tudo
e vá nos ensinar
é o chão.
esse em que pisamos. em que vivemos.
Há solidão em suas palavras. Não somos nós.
ResponderExcluirÉ laço, João.
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