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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pequeno conto de cordel

Sou cabra da peste
Sou lá do nordeste
Do sertão potiguar
peço a sua atenção na história que eu vou contar.

Desde pequeno vivi com o gado
Cresce e me criei vendo o arado
Sempre falante hoje estou calado
por um acontecimento marcante
que a mim foi destinado
conto chorando,chorando feito menino
feito menino "abestado".

Tudo começou quando estava arando a terra
o boi paquerava a vaca
e eu, meio "cabrêro",
já imaginava muita merda

Depois de muito namoro
o boi fez uma besteira
Transou com a vaca sem camisinha
E então nasceu a bezerra

Bezerra bonitinha
Agradava a quem olhava
Tratava ela como filha
e ela como pai me tratava

Tudo era amor, tudo era paz
entre eu e a bezerrinha , que era fofinha demais
Nossa relação linda
agora está partida

Minha triteza começou
quando eu tratava da horta
veio meu filho e gritou:
-A bezerrra tá morta

Chorei gritei, gritei chorei
e sem a bezerra continuei.
E sem ela vou continuar,
mas daqui não saio, daqui não sairei
vou ficar aqui à chorar
Apesar de parecer "bestêra"
apesar de parecer "lesêra"
Vou continuar a chorar
pela morte da bezerra.



Joao Neto Guimarães

Um comentário:

  1. huahuahuahua eu ri do final.

    acho que não precisava das aspas, cara. mas tudo bem. ficou legal.

    camisinha pra boi deve ser tenso, melhor (pra quem!?) cortar as bolas do bezerro mesmo.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.