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Sou um mensageiro. E por muitas vezes sou também a mensagem.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sirva-se

Conte-me suas histórias
mostre-me suas poesias
que em troca te darei minha presença
talvez nem isso
somente um momento de prazer

Diga baixinho ao meu ouvido
que o dia já está raiando
que o sol está subindo
e que já é hora de ir embora
Diga o que eu quero ouvir
e também o que eu não quero
pois em teu colo tudo é bem vindo

E se um dia me encontrares
caído numa esquina
com roupas surradas e sujas
Dê-me um banho
corte minhas unhas
e sirva-se do meu amor
coma do meu fruto sem minha permissão
assim como eu comi do seu

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Esse texto lembra muito aquelas cenas de filme com o cara bêbado conversando com a garçonete e o bar já fechando.

    Bela mistura de descrição com narração.

    Abraço!

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.