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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Máquina II

Feito discípulo idiota, que cego pela fé
Segue o mesmo rumo, às mais escuras visões
De um superior mais idiota que ele,
Eu sigo o tilintar ferroso da minha Máquina
Atemporal são nossos elos enferrujados
São como vida que não quer se acabar
E talvez essa vida nem acabe.
Direções, ligações, maldições, mas sentido não.
Sofremos juntos e distantes
As mesmas corrosões
Somos amarelos e tristes, como ferro
Mas temos nosso peso, nossa força
Mas só nós sabemos do que somos
do seremos e do que podemos.
Máquina.
Corações de ferro?
A serviço de terceiros, não podemos escolher
Não temos opções às nossas mãos
Não têm esperanças em nós
Eu e minha máquina
Somente o que nos resta é a nossa esperança
E talvez nem isso mais.
Eu não tenho armas
Mas tenho minha máquina
Eu não estou sozinho

És bela. Mesmo com a pintura borrada
Mesmo sem retoques tecnológicos
mesmo sem pintura
És bela assim, mostrando a cor do teu ferro.

Não têm esperanças em nós
Eu e minha máquina
Somente  temos a nossa esperança
E talvez nem isso mais.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.