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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A prata

 Nem sei se posso publicar isso, mas aqui vai. 
Ao Sr. Reticente.


sou um passo em falso
no meio do terremoto.
homem comum, abstrato,
lá de um tempo remoto.

me recordo do tempo passado
como alguém que brinca com chamas.
tenhos as pontas dos dedos queimados
não acredito em quem diz que me ama.

Não tenho a prata no bolso.
tenho bolso furado.
nem saudade nem esforço
apenas tempo passado.

A ameixa apodreceu.
Nem semente restou.
A flor que havia, feneceu.

Sou a prata que coloriu o dia
nos teus olhos de menina.
Sou eu quem fecha a porta
Sou eu quem morre nessa sina.

Não sou perfeito e nem posso
salvar teu pescoço da corda.
Resta-me o amargo remorço
deste mundo já sem portas.

2 comentários:

  1. Como assim não pode?!! Você que escreveu!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Consegui responder, você viu?!

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    Respostas
    1. Escrevi, mas não está na versão final. Você sabe!

      E eu vi a resposta, responderei em breve.

      Excluir

Ninguém é autossuficiente de pensamento.