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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A solitude

Mana,

Os leds do monitor piscam
Botões na tela me espancam.
Todas os circuitos elétricos
a estas linhas me guiam.
Há tempos que já é noite,
mas a janela estava fechada. 
Na minha insensatez,
esqueço o gosto de paz
que tua frequência me traz.

Uma rima aparece no poema
se cito teu corpo ou trejeito.
Se me jogas as âncoras pesadas
como porto nato eu as aceito.
Mas se te desprendes e segues
o curso indefinido do mar,
eu corro, mana.

(Quantas faces a gente cria,
quantas personagens,
peças e cenas sem nexo?)

Corro e te aninho,
pois o mundo
é um lugar raso
para a personagem
mais profunda.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.