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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Peregrino

Teu olho me caça
na cidade maldita.

Eu dirijo todos os carros.
É meu nome no refrão das músicas.
Sou eu a causa da tua doença crônica:
estou nos hospitais e no ar.
Sou vírus.

Parasita, chato, Tripalium.
Escrevo poemas num idioma que eu mesmo assassinei.

O esquartejamento do meu encéfalo não foi noticiado.
Não fizeram autópsia e nem me enterraram com os indigentes.
Eu apenas continuo aqui, habitando teus carros, refrão e corpo.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.