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sexta-feira, 2 de maio de 2014

bang (sangue)

Bolinho.
é, eu te acertei.
não fiquei
pra ver
o quanto
a bala adentrou
teu peito sombrio.
rezei para os meus
deuses demoníacos
receitarem os remédios.

Mas os remédios
são recitado. são
cantados. Escritos.
Os remédios
e as doenças.
Lembra daquele
livro que eu não terminei de ler?
"imagina que louco, uma faca que
corta e cauteriza ao mesmo tempo"

não tem muito porque.
e daí.
eu te dei a mão
e te levei pro meu
inferno particular
achando que talvez
tu fosse gostar de ser queimada.
e seu medo tava certo.
mas sua fé não.

Todo mundo tem um câncer
e esse foi o meu.  (talvez, seu também)
 nosso câncer.

nem eu tô curado.
nem você. nem ela.
ninguém tá curado.
o mundo tá doente, porra.

pra variar, eu tô errado.
e tô te falando isso
da forma mais impessoal.

blah blah blah.

num mundo em que não se pede desculpas,
eu só quero que você arrume uma forma de ficar
suave.

assim como o sol:
eu sou bonito
apenas de longe.

2 comentários:

  1. Não sei o que você fez, mas com isso eu já desculpava mais uns 5 vacilos futuros... Depois de te bater, claro (porque o contato é sempre muito importante).

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.