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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

fedora

agora, sem máscaras,
chego na beira de tua rua.
sem fones de ouvido
ou pose pra foto,
eu apareço através de cartas
num tempo remoto
onde os carteiros
já se foram.

como o fliperama,
arremedo e confusões,
destroço minha incoerência.
não falo para ninguém, não
temo mais que tenho.
deve ser aquela manteiga
de cacau, pra não ferir os lábios
ou o fedora que comprei
no centro.

cada dia é um dia
mas perto e longe de tudo.

2 comentários:

  1. Aqui espera-se um asmático, sem medo que lhe falte o ar (algo pouco provável e também, caso ocorra, totalmente remediável), porque não falta poesia para se respirar!

    Da minha parte, não digo mais nada!!!!

    Fica bem, querido... ;)

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  2. Os carteiros por aqui permanecem, mas espero que você apareça pra mim através de cartas. Gosto do ritmo incansável das suas poesias.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.