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domingo, 27 de maio de 2012

dias de cama

Não sei se gosto ou odeio. Ficar rememorando as cartas, os dias que passaram, faz parecer que eles não voltarão a existir. por vezes, eu me odeio. sinto falta de quando você me fazia parecer mais feliz. sinto falta de quando você maltratava tão docemente minha carne apodrecida pelo mundo.

sinto falta da cara de espanto das pessoas quando você, a menina super regrada e educada - a aluna número um do ensino fundamental -, dizia "Ele é meu namorado", referindo-se ao vagabundo extremo, rotulado como louco-poeta-nerd do ensino médio, de cabelos mal penteados e que tinha notas razoáveis em apenas uma ou duas matérias do boletim.

Era bom passar os intervalos te olhando de longe, você fingindo que estava tudo bem, e vindo, sem graça, me dar um abraço e falar alguma bobagem no meu ouvido antes de entrar na sala. Era boa a sensação do teu corpo, límpido, belo e carregado de perfumes - do inferno e do céu - abraçado no meu cadáver ambulante, nos corredores daquela escola fétida de pouco tempo atrás. Os corredores andam vazios.

Agora não te observo mais de longe, simplesmente por não mais poder te observar.

Um comentário:

  1. Tem certeza de que é o tempo o sujeito infeliz?!

    Como tem passado, meu amigo?!! Abraços!

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.