quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Uma vila.

A gente corre.
Tenta correr.
Mas não temos
direção alguma.
Não temos você.

A gente volta,
pra procurar os erros,
pra tentar consertar algo.
A gente tenta suprir os medos.
A gente tenta ser feliz
na casa que ninguém entra.
Mas ninguém entra lá.
Nem você. Não entra pureza.
Não entra beleza, ou qualquer perfeição.

Há um cidadão comum, chorando pelos cantos.
Cantando pelos choros. Curando suas feridas.
A gente corre. Corre pelas ruas da nossa cidade.
A gente tenta correr. A gente esquece. Ou tenta esquecer.
Há um homem desfigurado no meio de tantos.
Esquecendo de que no mundo existiam duas vidas.
Há um homem sem, inteligência, dinheiro ou faculdades.
Um homem que corre, que tenta correr.

Um homem que vive.



Um comentário:

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