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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Costelas Humanas Assadas em Brasa.

Sina é de poeta
e de ninguém mais.

No meio de uma noite inglória
me sinto inglório por ser eu.
Vejo pela janela ofuscada.
Assisto o mundo pela janela ofuscada.
O mundo passa pela minha janela.
Mas está calor e eu tenho que fechar.

Somos todos iguais nesse mundo.
São todos iguais por trás de suas janelas.
Eles a fecham. Não gostam de luz.

Não sei quem eu mesmo sou
por trás da minha janela.
Já nem sei se isso é porta ou janela.

O sol já me consome.

Consumo um mundo só meu.
Sinto meus membros leves.
Minha cabeça flui.
Não sei quanto tempo se passa.
Os universos caminham.

 A cada obra poética
detenho teu nome mais e mais
na minha cabeça explosiva.
Livro teu nome dos meus poemas.
Quero-te longe de mim.
 Não mereces minha letra,
meu teclar
ou sequer minha loucura.

Sou um dedo divino, querida.
Voçê é apenas mais uma menina.

Acredito em todos os pássaros.
Principalmente nos verdes.
Acreditos nas manhãs
e no poder dos frutos
que brotam de nosso jardim.

Todo poeta, termina suas poesias com frases fantásticas.
Eu poderia terminar apenas com uma palavra que me definisse por completo,
mas meu dicionário não está aqui por perto.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.