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sábado, 30 de março de 2013

Repudio.

E como anda a vida, João?

A vida anda e este é um fato irrefutável.
Por vezes claudicando, perdendo a força.
Mas, como o cacto do sertão, persiste.

Persisto no mesmo erro.
Digito a mesma tecla.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Sigo as normas da língua.
Mesmo não acreditando nelas.
Persisto no mesmo erro.
No meu erro, no erro dos outros.
Persisto na vida.

Mas e a vida, como tá, João?

A vida tá foda.
Parece um cigarro.
Um cigarro prestes a acabar,
prestes a se perder em cinzas.
Cinzas estas que serão esquecidas pelo mundo,
por mim e pela vida. A mesma vida que anda claudicando.

Um cigarro que lhe consola, que lhe trás amor.
Um cigarro de esperanças se esvaindo na sua mão.

Mão.
Mão na roda.
Roda viva.
Viva a roda.
Rode.

Mas e a vida, João, como fode?

A vida é uma cama de motel.
Já não sei se fodo ou se sou fodido.

4 comentários:

  1. eu?

    e este teu desespero poético... este teu lirismo...

    de vez em quando me pergunto se me entende. e, sorrindo, respondo a mim mesma que sim.
    só não sei se eu lhe entendo, moço... adoraria ter certeza.
    por hora, me conformo com o entendimento fugaz que me é permitido.

    um beijo,

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  2. Você é foda e pronto e essa menina aí de cima é arretada!

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  3. Vocês são as duas pessoas mais interessantes que conheci com esse blog. Tem a letícia também, mas ela quase nunca passa por aqui mais. Obrigado por isso.

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  4. Te escrevi respondendo esse último comentário, talvez as palavras não foram suficientes e a internet resolveu me ajudar a reescrever. Se essa Letícia retratada anteriormente for eu, fique ciente e lembre-se da minha falta de jeito com as palavras. Sou sua leitora, desde a sua apresentação. Naquele dia foi fantástico saber sobre suas escritas. Você me inspira. Sabe disso.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.