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Sou um mensageiro. E por muitas vezes sou também a mensagem.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

granada

com a elegância de uma guerra
veja a dança dos meus elos
o rádio a tv e a internet
as revoluções lendárias do 
século vinteum já não são 
os espelhos do mundo

revelam-se nas mãos dos homens
a medicina mágica que nunca curou
ninguém

e de tanto vigiarem 
os vigias não olharam
para dentro de si
o asfalto quente as casa de praia
os diplomas e as fotografias
nada parece florir

e de todas as fés de todos os rinocerontes
sorridentes dos infinitos motivos para fazer
qualquer que seja a construção
nada parece semear

o erro está nas bandeiras
vazias

da minha realidade diluída
observo levantarem os 
cartazes
nos cartazes não há brados´
de revolta nem os divisores
de água dos livros de história
nos cartazes há um espelho
fosco que não reflete

e eu os vejo 
estou em cada olhar
em cada cartaz

em julho ou outubro
sou mais um dentro do ônibus
refletido na janela
Meu olhar é fugaz, Nina.
seco 
distante

eu e o mundo
preso em cada um deles

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.