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sexta-feira, 13 de março de 2015

figurinha repetida :)

e o zumbido estático no outro lado da linha
parecia pronunciar teu nome, quadrado, límpido
e semi-automático.
o silêncio das multidões, das linhas abarrotadas de
trânsito, fuumaça de cigarros que não fumamos
e de trens que transladam ruas em que eu queria morar,
cidades camufladas em nomes que eu não sei mais ler.
grito como se o grito ainda fosse audível.
não é caso que eu não tenho voz, o caso é que
a redoma nao me deixa falar. e a redoma nem existe,
eu que imaginei.

respire devagar.
e ouça o que eu não disse,
resvalando no ar,
nesse poema chucro que não será voz das multidões.
nem grito de guerra.
apenas resignação poluída
de angústias

Um comentário:

  1. que toda essa angústia se transforme em poesia. quero ser tua poesia, João. te escorrer pelos dedos e esperar... esperar o último parágrafo...

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.