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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

passos perdidos na calçada

Numa manhã cheia de indumentárias,
banhada por bestas e andarilhos divinos,
percebo meus cabelos brancos indefinidos
por trás de tudo o que eu não sou.

Quantos olhos me vêm, me julgam?
Absolutamente incertos, seguimos na calçada.
espero que um dia alguém me roube,
me leve pra um lugar obsoleto.

Sonho com um lugar onde eu exista
de uma forma insalobra, sem temperos.
Onde eu caia das maiores alturas sem me ferir.
Onde quedas antigas não falem sobre mim.

Um lugar absurdo, onde as pessoas apenas se calam.
Onde quedas de minha infância não falem
sobre minhas fraquezas. Onde eu esqueça.
Queria não ter medo da sua morte.

As marcas da vida na pele indubitável.
As indubitáveis simplicidades das
complexidades dos meus versos.
traduzidas na extensão de uma linha
a mais na estrofe, que quebra a métrica da vida.

Guria, teus braços...

Esta é você, que me tira as palavras e me faz
quebrar a métrica do poema, deixando vazios
alguns versos das estrofes.

A calçada não é coliseum, se a esquina é você.

Um comentário:

  1. Onde é esse lugar? Me mostra o caminho. Eu te levo, querido.

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Ninguém é autossuficiente de pensamento.